Nunca fui de deixar mal entendidos crescerem, mas dessa vez deixei, desde dezembro. Ela não sabe que a troca de olhares e as palavras em recíproco só tinham algo em mente: encontrar um terceiro, para uma brincadeira de dois. E os "olás sem vergonha" continuam, as provocações idem. Ela não sabe que em quatro paredes rimos dos olhos crescendo ao se mencionar em trabalhos e afazeres sociais numa roda de amigos, numa festa qualquer - os olhos dela cresceram, pensando em dinheiro, talvez em status, ou talvez tenha sido o ego nojento que possui que a cegou e não a fez enxergar a realidade da situação. Isso é o que ele acha dela. Isso é o que achamos dela. É engraçado o quanto esse mal entendido me incomodou em algum momento, queria que soubesse a verdade, mas as palavras "o importante é que a gente está bem e ela vai ficar para titia" e os abraços e todo o amor que eu sei que é meu e só meu me tiram dessa roda de aparências.
Sabe o que é ainda mais irônico? O uso da palavra respeito, da boca para a fora, em flertes com alguém comprometido. E eu - na verdade, nós - não te respeitamos e não queremos teu respeito, a gente só quer distância e dignidade, suas, é claro.
"Tirem essa mulher daqui."
(if dignity was money you could - MAYBE - buy a soda)