Silenciosa fêmea.
Ferida,
tornou-se fera.
Voltou-se treva.
Cantou no nada,
a dor.
Trincou o corpo.
Dor.
Encolheu-se em U,
pariu do ventre:
dor.
Dor.
Dor.
Saiu de si,
falaram de ti,
agiram em teu nome.
Contraiu-se a 7 palmos.
Dor.
3.12.09
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Perfeito. Dramático, AMO isso!
ResponderExcluirAh, como roubaram meu outro blog, fiz outro. www.mariaantoniavieira.blogspot.com
Quando tiver tempo, da um olhada pra ver se agrada!
Beijoos
gostei muito deste versp..
ResponderExcluirnao sou nenhum apreciador, muito menos especialista.. mas adorei mesmo o que escreves-te.
sou homem.. mas senti aquilo o texto de forma intensa.
como souleigo nisto d poesia, será que percebi bem?
- fala-nos da dor de perder um bebe no parto? os medicos, sem a autorizaçao da personagem, entre a escolha se viveria a mae ou o filho, optaram por salvar a mae.
e essa dor que queres transmitir?
brg e boa sorte