29.4.11

Um terceiro numa brincadeira de dois

Nunca fui de deixar mal entendidos crescerem, mas dessa vez deixei, desde dezembro. Ela não sabe que a troca de olhares e as palavras em recíproco só tinham algo em mente: encontrar um terceiro, para uma brincadeira de dois. E os "olás sem vergonha" continuam, as provocações idem. Ela não sabe que em quatro paredes rimos dos olhos crescendo ao se mencionar em trabalhos e afazeres sociais numa roda de amigos, numa festa qualquer - os olhos dela cresceram, pensando em dinheiro, talvez em status, ou talvez tenha sido o ego nojento que possui que a cegou e não a fez enxergar a realidade da situação. Isso é o que ele acha dela. Isso é o que achamos dela. É engraçado o quanto esse mal entendido me incomodou em algum momento, queria que soubesse a verdade, mas as palavras "o importante é que a gente está bem e ela vai ficar para titia" e os abraços e todo o amor que eu sei que é meu e só meu me tiram dessa roda de aparências.

Sabe o que é ainda mais irônico? O uso da palavra respeito, da boca para a fora, em flertes com alguém comprometido. E eu - na verdade, nós - não te respeitamos e não queremos teu respeito, a gente só quer distância e dignidade, suas, é claro.

"Tirem essa mulher daqui."

(if dignity was money you could - MAYBE - buy a soda)

4 dúvidas:

  1. Que o que tu tens, ninguém pode tirar.
    Porque o que é teu, só a ti pertence.
    Lembra disso, cá.
    Te amo.

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  2. um tapa de luva muito digno!

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  3. Uma indireta em alto e bom som - boas palavras.

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  4. nossa! isso aqui podia servir pra muita gente que eu conheço! Sinceridade é o que há!

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"posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."

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